quinta-feira, 21 de março de 2013

Enfim livre

Entre você e eu existe um calabouço, uma pangéia sentimental ou qualquer coisa que sirva pra significar nossa separação. Não havia luz, não havia paz, não havia nada em mim. Apenas a loucura que me perseguia toda vez que alguém menciona seu nome.
Por gosto á ti e ódio á mim esqueci de te esquecer. Meus sentidos sentiam sua presença em qualquer espaço comum á nós. E eu queria consumir você, me impregnar, mesmo que doa, mesmo que eu por fora seja uma rocha impenetrável. Outras horas não lidava com a indiferença a minha presença e queria te matar em mim, te fazer ver que eu sou o melhor pra você. Mas quem é o melhor pra alguém além de si mesmo?
Penso que posso estar liberta de toda aquela dúvida, de tudo aquilo que me aniquilava por dentro, de contar as horas que eu falava com você. Maldita tecnologia que me punha á disposição do seu ego 24 horas. Maldito celular que me força a lembrar do que me liga a você. Eu realmente me libertei, dos grilhões que me prendiam ao seu amor. Agora não estou mais presa ao passado, ao poderia ser, e não ao que é.
Preciso da realidade e agora não mais de você. Preciso sentir amor, amor pelo que eu gosto, amor por um bom livro, amor pelos meus amigos, amor por um sorvete que me refresca nesses dias calorosos. Dedico todo o meu amor ao que me faz bem, adeus ser masoquista que tanto se feriu ao se dedicar á outro alguém.

terça-feira, 12 de março de 2013


Perdoe-me pelos meus passos afobados,
sem limites dotados,
sem prever os contratempos que me levaram até você.
Perdoe-me pelo beijo não conquistado, pelo toque almejado,
por me privar de você passando tempo demais á te observar,
Perdoe-me por minha ambição consumindo meu coração
me cegando subitamente.
Perdoe-me pelas palavras inesperadas,por ter deixado
meus sentimentos evidentes demais.
Perdoe-me por essa doce tristeza,
que aperta meu peito,
e eu sei porque,
mais uma vez querer é sofrer.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Não é o status


Não é o status que deveria importar, não é aquilo que você mostra e sim aquilo que você é. Porém o que vemos é o ter reinando sobre o ser. É o publicar uma foto para demonstrar sua rasa e efêmera felicidade. É mudar seu status de relacionamento como uma resposta á sociedade, como se dissesse aos seus amigos que você não é um total estranho para os outros e nem pra você mesmo.

É estranho saber que mais vale uma frase numa rede social do que os atos. E eu sei que você é mais do que isso. Você não é um poço de expectativas pronto para transbordar a qualquer hora. Se o seu relacionamento é baseado em status, não é relacionamento é prisão. Se o seu amor precisa ser dito aos quatro ventos, suba na montanha mais alta e grite. Supere á sim mesmo e não se prenda a expectativa de saber a reação do ex ao seu novo status de relacionamento.

Não é o status que te define é você que define o seu status. E em tempos nos quais a atenção é algo extremamente importante, em tempos que pagamos para ver e para ser, esquecemos de nos descobrir, trancados em muros invisíveis do que esperamos que os outros pensem de nós. É aí que a angústia se faz, a angústia se alimenta da expectativa, a angústia é gulosa e quer que você abomine o ser e ame o esperar que os outros te definam. Porque em algum momento você vai se dar conta de que não sabe quem é, e nesse momento você vai fazer mais por você sem esperar retorno, em doses homeopáticas descobrirá quem você é. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Não me culpe por pensar alto


Meu pensamento é um castelo,
e você é a minha companhia,
Nós não precisamos dizer ao mundo,
porque nossa voz é uma só,
Nós não precisamos aparentar,
porque a aparência não importa,
Não damos satisfação á ninguém
meu bem,
eis amor além da conta,
que transborda entre nós
nesse castelo feito por mim,
nesse universo feito por nós. 

Por: Amanda Barbosa (essa linda que vos fala)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Esquecimento

Hoje esqueci, cortei uma parte boa da minha vida em nome da minha própria sobrevivência. Esqueci esse pensamento doentio de que você iria me salvar de toda a dor da existência. Esqueci que existe alma gêmea, esqueci dos nossos desencontros. Esqueci dos poemas e dos contos. Esqueci de tentar entender sua falta. Esqueci de querer mandar no tempo. Esqueci de suicidar as horas pensando que á qualquer momento você pode invadir aquela porta e dizer palavras meticulosamente treinadas como em um roteiro de filme romântico. Esqueci de ser amor e fui mais eu, não posso dizer que fui mais feliz, mas deixei os grilhões em casa e fui ver o sol e fui admirar a beleza em outras coisas, porque por mais que me veja em você preciso existir pra mim.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Platônicidio

Quando conversamos pela última vez pensei que fosse a última vez em tudo pra mim,
desertei no amor após te conhecer,
me afoguei na dor de não te ter por perto,
e tudo faz mais sentido no nada,
no nada que sou sem você.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Reflexões pós filme


Ao assistir o filme "As vantagens de ser invisível" vi uma frase que me chamou a atenção: "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos" 

Relacionei a frase aos meus antigos relacionamentos ou semi relacionamentos (porque alguns deles não chegaram a se concretizar) e percebi que é a pura verdade. Uma verdade inconveniente por assim dizer.  
Em partes justifica os relacionamentos neuróticos que encontramos hoje, nos quais um se torna o quebra cabeça elementar do enigma que é o outro, sem saber onde vai dar, sem saber aonde está se metendo. Sem saber dos segredos escondidos no inconsciente, das vivências pessoais e coletivas, pois não há tempo pra isso, a emoção nos toma sendo porta voz de todo nosso ser. E não somos mais nada além do que restou de nós.  

Esperneamos, choramos, nos rebaixamos porque pensamos que no outro está a nossa felicidade, o nosso "tapa buracos emocional" sem saber que estamos completamente embebecidos de nós mesmos quando nos relacionamos. Encontramos sempre um defeito no outro ou encontramos uma qualidade que o endeusa aos nossos olhos.  

Portanto acredito na máxima do existencialismo de Sartre que afirma que antes de nos relacionarmos como os outros temos que conhecer profundamente á nós mesmos. Não digo que isso vai evitar as frustrações, os desgostos e os porres homéricos, mas pode ajudar a lidar com nossas próprias emoções encontrando um eu capaz de corresponder as suas próprias expectativas e não as do outro. Eu preciso de mim, e você? do que precisa pra ser feliz?