Quando conversamos pela última vez pensei que fosse a última vez em tudo pra mim,
desertei no amor após te conhecer,
me afoguei na dor de não te ter por perto,
e tudo faz mais sentido no nada,
no nada que sou sem você.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Reflexões pós filme
Ao assistir o filme "As vantagens de ser invisível" vi uma frase que me chamou a atenção: "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos"
Relacionei a frase aos meus antigos relacionamentos ou semi relacionamentos (porque alguns deles não chegaram a se concretizar) e percebi que é a pura verdade. Uma verdade inconveniente por assim dizer.
Em partes justifica os relacionamentos neuróticos que encontramos hoje, nos quais um se torna o quebra cabeça elementar do enigma que é o outro, sem saber onde vai dar, sem saber aonde está se metendo. Sem saber dos segredos escondidos no inconsciente, das vivências pessoais e coletivas, pois não há tempo pra isso, a emoção nos toma sendo porta voz de todo nosso ser. E não somos mais nada além do que restou de nós.
Esperneamos, choramos, nos rebaixamos porque pensamos que no outro está a nossa felicidade, o nosso "tapa buracos emocional" sem saber que estamos completamente embebecidos de nós mesmos quando nos relacionamos. Encontramos sempre um defeito no outro ou encontramos uma qualidade que o endeusa aos nossos olhos.
Portanto acredito na máxima do existencialismo de Sartre que afirma que antes de nos relacionarmos como os outros temos que conhecer profundamente á nós mesmos. Não digo que isso vai evitar as frustrações, os desgostos e os porres homéricos, mas pode ajudar a lidar com nossas próprias emoções encontrando um eu capaz de corresponder as suas próprias expectativas e não as do outro. Eu preciso de mim, e você? do que precisa pra ser feliz?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
O fim do mundo
Por que temer o fim? Não era pra acabar? Cada fim é um recomeço e o que é hoje já não é amanhã. A vida é um re tropeço, um cai cai permanente no qual se levantar cada dia é uma luta. Se o mundo acabar quero um abraço da pessoa mais querida, um sorriso e um "eu te perdoo" de quem por acaso ou de propósito eu machuquei.
Nunca fui do tipo que acredita nessas profecias, que se preocupa em construir um túnel subterrâneo. Mas se o mundo acabar, vou acabar junto com ele. Porque pra tudo tem sua hora. Acho que viver sem acreditar que o mundo vai acabar é mais fácil do que criar um altar pra ele, vestir-se de preto e lamentar pelo que não fiz. Fiz o possível, tudo ao meu alcance. Fins são feitos pra acabar mesmo e recomeçar tudo de novo. Ás vezes alguns fins são mais saudáveis e levam ao começo de algo grandioso. Então se em 21 de dezembro de 2012 o mundo não acabar, termine algumas coisas que estão empatando seu crescimento, comece outras, corte o cabelo de forma diferente, coma outro sabor de sanduíche, quebre seus próprios paradigmas, saia da sua zona de conforto. Pode ser desconfortável no começo, mas depois o "renovar" te fará melhor, o mudar te fará crescer.
E pra finalizar: Triste fim é um fim triste. Eu quero é final feliz. A alegria de te ver do outro lado da esquina sorrindo pra mim. A alegria de olhar nos seus olhos e me sentir incomodada com o jeito que você me olha. A alegria de fazer a diferença no seu dia com uma simples palavra. A alegria de ser alegre pra você e sair da sua vida na hora certa. Quero finais felizes. Quero me jogar numa música, sentir suas batidas até o fim. Quero apreciar tudo o que termina sem justificativas. Saber que fiz o melhor.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Pulsão
O mundo nunca se fecha
num ciclo de indeterminado prazer
e poucas coisas serão depois do que já foi
e eu que nunca me abri pro tudo
só via o nada
e eu me abri pra aquilo que achava ser bom
mas que só me deixou frustrada ao anoitecer
desabou, desabafou
em cima de mim
em cima de ti
em quem doerá no amanhã?
em quem será que as consequencias se respingarão?
de prazer você morrerá
do amanhã ninguém te protegerá
em você não dá pra confiar
seus passos são tão incertos
que você se choque
que você se negue
que você se impeça e
depois anule o seu próprio ser
suas ações rebatem em você
e isso você não poderá deter.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Divagações II
Sinto-me como espectadora da minha própria vida. Assistindo um filme ruim, sem fim e com péssimos atores. Não consigo me mover enquanto o mundo gira, enquanto as estações mudam, enquanto o sol se põe. Continuo morando na minha mente, onde os sonhos são eternos, onde o amanhã é sempre melhor, onde tenho quem e o que eu quero.
Existe um manual pra pôr o imaginário no plano do real? O que é real pra mim, afinal? Crescer, estudar, batalhar por uma coisa que nem sei se quero? Queria ser astronauta pra viver no mundo da lua. Queria ser piloto de avião para ter um destino específico, saber pra onde vou. Mas sou apenas esse todo confuso, separada em partes. Meu filme é fragmentado, meu filme é renovável, meu filme não tem enredo premeditado.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A Amanda do futuro
Ultimamente tenho desejado exageradamente uma máquina do tempo. Sei dos efeitos do meu desejo, sei que é errado ficar presa ao passado, mas eu preciso dessa máquina do tempo. Só pra não morrer de culpa, pra não morrer por causa de assuntos não resolvidos.
Já vi em filmes os efeitos das máquinas do tempo, primeiro em "Efeito borboleta" Evan tenta consertar a todo custo o que fez á sua amada, contudo suas tentativas não obtém sucesso, ele sempre acaba metendo os pés pelas mãos. Sempre haverá consequencias nos atos e por mais bondosos que sejamos em nossas intenções, no final a falha e o erro são iminentes. Em "De volta para o futuro" as consequencias também são desastrosas, por mais gargalhadas e diversão que proporcione á nós. Em " o homem do futuro" então nem se fala, o protagonista acaba por envolver-se num conjunto de fatos desastrosos gerados por sua projeção num futuro melhor para si, gerando mais e mais frustração.
Tudo que eu consegui hoje em dia foi isso: frustração. Minhas intenções foram boas, meus sentimentos mais ainda, porém tudo que eu consegui foi navegar na minha própria incerteza deixando-me levar pelo meu coração. Por isso quero uma máquina do tempo, quero mudar certos eventos do passado não tão distante, quero salvar uma pessoa da minha total ignorância e egoísmo assim como em "Efeito Borboleta" quando Evan volta ao tempo e separa os destinos dele e de sua amada Amy. Mas eu sei que isso não é possível, não cientificamente, talvez no plano do imaginário. Enquanto isso eu busco explicações, busco segundas chances, e encontro frustrações, desejos que não batem com os meus. Sempre pensamos no "e se...", e se eu não tivesse feito um simples ato que para mim era comum, esse evento não existiria, muito menos esse post.
Tudo que eu consegui hoje em dia foi isso: frustração. Minhas intenções foram boas, meus sentimentos mais ainda, porém tudo que eu consegui foi navegar na minha própria incerteza deixando-me levar pelo meu coração. Por isso quero uma máquina do tempo, quero mudar certos eventos do passado não tão distante, quero salvar uma pessoa da minha total ignorância e egoísmo assim como em "Efeito Borboleta" quando Evan volta ao tempo e separa os destinos dele e de sua amada Amy. Mas eu sei que isso não é possível, não cientificamente, talvez no plano do imaginário. Enquanto isso eu busco explicações, busco segundas chances, e encontro frustrações, desejos que não batem com os meus. Sempre pensamos no "e se...", e se eu não tivesse feito um simples ato que para mim era comum, esse evento não existiria, muito menos esse post.
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