domingo, 9 de dezembro de 2012

O fim do mundo

Por que temer o fim? Não era pra acabar? Cada fim é um recomeço e o que é hoje já não é amanhã. A vida é um re tropeço, um cai cai permanente no qual se levantar cada dia é uma luta. Se o mundo acabar quero um abraço da pessoa mais querida, um sorriso e um "eu te perdoo" de quem por acaso ou de propósito eu machuquei. 

Nunca fui do tipo que acredita nessas profecias, que se preocupa em construir um túnel subterrâneo. Mas se o mundo acabar, vou acabar junto com ele. Porque pra tudo tem sua hora. Acho que viver sem acreditar que o mundo vai acabar é mais fácil do que criar um altar pra ele, vestir-se de preto e lamentar pelo que não fiz. Fiz o possível, tudo ao meu alcance. Fins são feitos pra acabar mesmo e recomeçar tudo de novo. Ás vezes alguns fins são mais saudáveis e levam ao começo de algo grandioso. Então se em 21 de dezembro de 2012 o mundo não acabar, termine algumas coisas que estão empatando seu crescimento, comece outras, corte o cabelo de forma diferente, coma outro sabor de sanduíche, quebre seus próprios paradigmas, saia da sua zona de conforto. Pode ser desconfortável no começo, mas depois o "renovar" te fará melhor, o mudar te fará crescer. 

E pra finalizar: Triste fim é um fim triste. Eu quero é final feliz. A alegria de te ver do outro lado da esquina sorrindo pra mim. A alegria de olhar nos seus olhos e me sentir incomodada com o jeito que você me olha.  A alegria de fazer a diferença no seu dia com uma simples palavra. A alegria de ser alegre pra você e sair da sua vida na hora certa. Quero finais felizes. Quero me jogar numa música, sentir suas batidas até o fim. Quero apreciar tudo o que termina sem justificativas. Saber que fiz o melhor. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pulsão


O mundo nunca se fecha
num ciclo de indeterminado prazer
e poucas coisas serão depois do que já foi
e eu que nunca me abri pro tudo
só via o nada
e eu me abri pra aquilo que achava ser bom
mas que só me deixou frustrada ao anoitecer
desabou, desabafou
em cima de mim
em cima de ti
em quem doerá no amanhã?
em quem será que as consequencias se respingarão?
de prazer você morrerá
do amanhã ninguém te protegerá
em você não dá pra confiar
seus passos são tão incertos
que você se choque
que você se negue
que você se impeça e
depois anule o seu próprio ser
suas ações rebatem em você
e isso você não poderá deter.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Divagações II


Sinto-me como espectadora da minha própria vida. Assistindo um filme ruim, sem fim e com péssimos atores. Não consigo me mover enquanto o mundo gira, enquanto as estações mudam, enquanto o sol se põe. Continuo morando na minha mente, onde os sonhos são eternos, onde o amanhã é sempre melhor, onde tenho quem e o que eu quero. 

Existe um manual pra pôr o imaginário no plano do real? O que é real pra mim, afinal? Crescer, estudar, batalhar por uma coisa que nem sei se quero? Queria ser astronauta pra viver no mundo da lua. Queria ser piloto de avião para ter um destino específico, saber pra onde vou. Mas sou apenas esse todo confuso, separada em partes. Meu filme é fragmentado, meu filme é renovável, meu filme não tem enredo premeditado. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Amanda do futuro

Ultimamente tenho desejado exageradamente uma máquina do tempo. Sei dos efeitos do meu desejo, sei que é errado ficar presa ao passado, mas eu preciso dessa máquina do tempo. Só pra não morrer de culpa, pra não morrer por causa de assuntos não resolvidos.

Já vi  em filmes os efeitos das máquinas do tempo, primeiro em "Efeito borboleta" Evan tenta consertar a todo custo o que fez á sua amada, contudo suas tentativas não obtém sucesso, ele sempre acaba metendo os pés pelas mãos. Sempre haverá consequencias nos atos e por mais bondosos que sejamos em nossas intenções, no final a falha e o erro são iminentes. Em "De volta para o futuro" as consequencias também são desastrosas, por mais gargalhadas e diversão que proporcione á nós. Em " o homem do futuro" então nem se fala, o protagonista acaba por envolver-se num conjunto de fatos desastrosos gerados por sua projeção num futuro melhor para si, gerando mais e mais frustração.

Tudo que eu consegui hoje em dia foi isso: frustração. Minhas intenções foram boas, meus sentimentos mais ainda, porém tudo que eu consegui foi navegar na minha própria incerteza deixando-me levar pelo meu coração. Por isso quero uma máquina do tempo, quero mudar certos eventos do passado não tão distante, quero salvar uma pessoa da minha total ignorância e egoísmo assim como em "Efeito Borboleta" quando Evan volta ao tempo e separa os destinos dele e de sua amada Amy. Mas eu sei que isso não é possível, não cientificamente, talvez no plano do imaginário. Enquanto isso eu busco explicações, busco segundas chances, e encontro frustrações, desejos que não batem com os meus. Sempre pensamos no "e se...", e se eu não tivesse feito um simples ato que para mim era comum, esse evento não existiria, muito menos esse post.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Divagações


Estou acostumada á ser coletiva, á valorizar a subjetividade. Acostumada que sou busco rações para minha mente, alimentando minha duvidosa inteligência. Livros e livros e mais livros que só me deixam mais confusa sobre minha existência. 

E quanto mais existo menos subjetiva quero ser, quero ser mais literal, menos humana, menos sensível, mais estável, talvez deseje ser um robô. Programar todo e qualquer pensamento, não ter sentimentos e não saber interpretá-los, não desejar. Ser e apenas ser por uma razão específica. Já nascer com uma função determinada. 

Mas eu nasço pra procurar uma razão pra minha vida. E o pior de tudo é que não acerto. Estou quebrada por dentro e por fora. Será que alguém vê isso? Além de me preocupar com o que eu faço, me preocupo com que o outro pensa do que eu faço. Quando vou acertar de novo? Quando vou ser finalmente eu? Se eu fosse um robô não veriam meus cacos pelo chão metafórico em forma de sentimentos, um robô tem falhas visíveis e eu tenho falhas invisíveis e isso me mata. 


terça-feira, 9 de outubro de 2012

E se...


E se ele gosta de mim de volta? E se seus olhos brilharem na mesma intensidade que os meus? Agüentar meu sentimento já é pesado imagine saber que outro alguém gosta de mim? E porque gostar de mim se sou tão desengonçada? Nem um pouco engraçada, mudo tão rápido de pensamento, não falo coisa com coisa, me viro de ponta á cabeça tentando achar motivos pra ele não gostar de mim quando na verdade, quero aquilo mais do que qualquer outra coisa. Então invento armadilhas na minha mente, então me faço de inocente, como se não soubesse, pra tudo ser uma maravilhosa surpresa, para que ele não se depare com a minha incerteza. Tento me portar como uma dama, tento imitar Aundrey Hepburn em Breakfast at the Tiffanys com sua leveza peculiar, mas é tudo em vão, sou esse poço de desilusão. Sou frustrada, insegura e uma ilha cercada de defeitos por todos os lados. E no meio da minha perda, da minha procura demasiada por ser de alguém, ele me encontrou. E vamos caminhar juntos em passos pequenos, porque passos grandes demais sempre levam á lugares obscuros. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

“UM DIA” E AS RELAÇÕES HUMANAS


Quem já viu com certeza chorou ou ficou com o coração mole, quem não viu vá assistir que só assim você entenderá a essência do filme. Parece mais uma história clichê boy meets girl, mas “um dia” vai além do entendimento quando transforma amor em amizade e amizade em amor e em uma motanha russa de emoções para todos nós.
Dexter e Emma são a prova viva de como nossas emoções nos dominam por boa parte do tempo e como é importante recorrer á elas antes que seja tarde. Eles se conhecem e partem para a relação física, que acaba se transformando em uma relação de cumplicidade e acima de tudo de amizade. Nem mesmo o tempo, a distância,  as concepções diferentes de mundo, separam esses dois. O que me faz questiona a força de algumas relações e o magnetismo que temos como algumas pessoas, como isso pode ser levemente confundido com amor ou atração física, ou como pode ser simplesmente amor renegado.

O que estou dizendo é, por que nós dificultamos tanto as coisas? Sabemos o que queremos, não sabemos aonde vamos chegar com o que nós queremos. E não fazer o que queremos deixa essa pergunta no ar, essa incógnita na nossa cabeça de como seria. E se for ruim? E se depois de tanto tentar perdermos tudo? Eu não vou consolar e confortar com minhas palavras dizendo que só o tempo resolverá e que é importante lembrar das coisas boas. A mágoa é maior que tudo, mas até a mais forte tempestade mesmo que temerosa nos leva á algum lugar. Então foi essa a lição que Emma e Dexter me deixaram, além de lágrimas, a verdade da vida. Um dia mais cedo ou mais tarde nossos caminhos vão se cruzar e deixaremos o passado de lado pra começar outra fase.